sábado, 23 de abril de 2016

O Pregador E Sua Saúde

Aldenir Araújo
http://www.opregadorfiel.com.br/



"Por que estou escrevendo sobre isso?" Eu pensei: "Este assunto deveria ser sobre pregação, não sobre fazer dieta ou exercícios físicos". Minha aula de teologia pastoral estava cheia de informações práticas, mas nos meus vinte e poucos anos eu pensava que a seção sobre a saúde física era irrelevante. Eu estava ansioso para aprender sobre o ministério, habilidades de pregação, crescimento da igreja, qualidades de liderança ... mas exercitar? Não estava muito interessado. 

Uma das coisas necessárias para apascentar o rebanho de Deus é uma boa saúde física no pastorado. Para sustentar um ritmo tão vigoroso e exaustivo como o ministério requer, deve-se desenvolver tanto a preocupação como a capacidade de cuidar de seu bem-estar físico, e um corpo que foi disciplinado e treinado para atender às demandas. 

É obvio que o pregador sem nenhuma experiência ministerial, não tem ideia do que quer dizer: "ritmo vigoroso e exaustivo" do ministério. Além disso, estando na melhor forma física da vida não pode imaginar um tempo em que isso será pertinente. Mas a vida tem uma maneira de trazer a verdade ao ponto de partida. Estações passam, os músculos enfraquecem e o tempo passa ... antes que você perceba, você está garimpando sua biblioteca de livros de teologia pastoral tentando encontrar alguns conselhos sobre a saúde física (enquanto está respirando com dificuldade, posso acrescentar). Veja: O Pregador E Seus Críticos 

Quanto mais velho fico, e quanto mais envolvido no ministério eu fico, mais eu percebo o significado de "ritmo vigoroso e exaustivo". Mas, o mais importante é que eu entendo melhor a responsabilidade que tenho como um mordomo para cuidar do "templo de Deus". O pregador, que deve ser um exemplo em todas as coisas, deve demonstrar para as pessoas como cuidar do templo do Espírito Santo. Veja também: O Pregador E Sua Chamada 

Eu certamente defendo a piedade acima de todas as coisas. Até mesmo porque Paulo declarou: "Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir". Mas não devemos tomar esse versículo fora de contexto. Este não é um passe livre para se jogar no sofá, sem nunca pensar na sua saúde. Paulo não estava tentando desqualificar os benefícios do exercício físico, tanto quanto ele estava tentando acentuar a necessidade de santidade. Eu afirmaria que há uma forte correlação entre a santidade e a integridade de espírito, alma e corpo. 

Quando fazemos más escolhas de vida e saúde, isso afeta nosso ministério. Acho que é difícil começar o dia com zelo e paixão quando eu só obtive algumas horas de sono. Eu fico cansado e lento quando eu como demais. Deus nos chamou para fazer o trabalho do ministério pelo poder do Espírito Santo, mas a carne vem junto no pacote. 

Estou descobrindo mais e mais os benefícios de uma boa saúde no que se refere ao ministério: 

  1. Proporciona um tempo com Deus na oração, meditação e adoração conforme eu me exercito
  2. Ajuda a minha atitude e minha disposição geral
  3. Me dá mais força e resistência, enquanto eu prego
  4. Me dá mais resistência enquanto eu cuido do rebanho de Deus e cumpro minhas obrigações
  5. Me dá mais estrutura e disciplina para minha vida
  6. Faz-me lembrar que meu corpo é de fato o templo do Espírito Santo
  7. Me permite ser um exemplo mais completo para o rebanho de Deus
  8. Aumenta a minha chance de uma vida mais longa, o que, por sua vez, aumenta as minhas oportunidades para o ministério
  9. Me ajuda a concentrar melhor enquanto estudo
  10. Ela glorifica e honra a Deus
Pregador; uma coisa é ter uma visão, outra coisa é ter a vitalidade necessária para sustentar essa visão. Quero ver grandes coisas se desenrolarem no meu ministério, vida e família; portanto, devo assegurar que vou estar lá quando isso acontecer. Comer uma salada ocasional, fazer mais algumas flexões, ir para a cama um pouco mais cedo, perder alguns quilos, e honrar o corpo que Cristo lhe confiou. Como Mickey Mantle disse: "Se eu soubesse que iria viver tanto tempo, eu teria cuidado melhor de mim mesmo".


domingo, 3 de maio de 2015

FRUTO DO ESPÍRITO - A VERDADEIRA VIDA CRISTÃ

Fruto do Espírito – Crescimento Visível em Jesus Cristo
O "Fruto do Espírito" é um termo bíblico que engloba nove atributos visíveis de uma vida cristã verdadeira, os quais estão enumerados em Gálatas 5:22-23: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança. As Escrituras nos ensinam que não são “frutos” individuais que podemos escolher. Antes, o fruto do Espírito é um só “fruto” com nove partes que caracteriza todos aqueles que verdadeiramente andam no Espírito Santo. Este é o fruto que cada cristão deveria produzir na sua nova vida com Jesus Cristo.

Fruto do Espírito – Os Nove Atributos Bíblicos
O fruto do Espírito é uma manifestação física da vida transformada de um cristão. Para amadurecermos como crentes, devemos estudar e compreender os atributos do fruto de nove partes:

Amor – “E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem permanece em amor, permanece em Deus, e Deus nele” (1 João 4:16). Com Jesus Cristo, o nosso principal propósito deve ser fazer tudo com amor. “O amor é paciente, o amor é bondoso; o amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece; não se porta com indecência; não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal. O amor não se deleita com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha” (1 Coríntios 13:4-8).

Alegria – “A alegria do Senhor é a vossa força” (Neemias 8:10). “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à dextra do trono de Deus” (Hebreus 12:2).

Paz – “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1). “Ora o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz, em crença, para que abundeis em esperança, pela virtude do Espírito Santo” (Romanos 15:13).

Longanimidade (paciência) – Somos “corroborados em toda a fortaleza, segundo a força da sua glória, em toda a paciência e longanimidade, com gozo” (Colossenses 1:11). “Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros, em amor” (Efésios 4:2).

Benignidade (simpatia) – Devemos viver “na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda” (2 Coríntios 6:6-7).

Bondade – “Pelo que, também, rogamos sempre por vós, para que o nosso Deus vos faça dignos da sua vocação, e cumpra todo o desejo da sua bondade, e a obra da fé, com poder” (2 Tessalonicenses 1:11). “(Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça e verdade)” (Efésios 5:9).

(fidelidade) – “Ó Senhor, tu és o meu Deus; exaltar-te-ei a ti, e louvarei o teu nome, porque fizeste maravilhas: os teus conselhos antigos são verdade e firmeza” (Isaías 25:1). “Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados, com poder, pelo seu Espírito, no homem interior; para que Cristo habite pela fé nos vossos corações” (Efésios 3:16-17).

Mansidão – “Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas, também, tentado” (Gálatas 6:1). “Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros, em amor” (Efésios 4:2).

Temperança (auto-controle) – “Vós, também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude, a ciência, e à ciência, temperança, e à temperança, paciência, e à paciência, piedade, e à piedade, amor fraternal, e ao amor fraternal, amor” (2 Pedro 1:5-7).

Fruto do Espírito – Um Devocional Para Todos Os Cristãos
O fruto do Espírito é um estudo maravilhoso para os cristãos em qualquer nível de maturidade espiritual. Esperamos que este sítio da internet tenha fornecido um devocional que instigue a reflexão e que seja um ponto de partida para o crescimento.


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

JOIO: A SEMENTE QUE CONTAMINA O CAMPO

Pr. Gomes Silva

Certa vez Jesus Cristo contou a parábola do joio e o trigo (Mateus 13:24-30), afirmando que o inimigo havia semeado o joio no meio da plantação de trigo e saiu. Então, vieram os discípulos e lhe perguntaram: “Queres, então, que o arranquemos”? (v. 29). A resposta do Senhor foi simples: “Deixai que ambos crescerem juntos até a colheita. Na época da colheita, direi aos que fazem a colheita: Ajuntai primeiro o joio e atai-o em feixes para queima-lo; o trigo, porém, recolhei-o no meu celeiro” (v. 30).
O estudioso Dennis Allan (www.estudosdabiblia.net) faz considerações importantes sobre o texto referido. Segundo ele, algumas pessoas ensinam que esta parábola fala sobre a igreja, mostrando que os pecadores convivem com os fiéis na igreja, aguardando o julgamento final de Deus. Mas tal interpretação, segundo ele, contradiz a palavra do Senhor.

E justifica dizendo que, “o próprio Jesus explicou a parábola, dizendo que "o campo é o mundo" (Mateus 13:38). No mundo, os servos dele convivem com os pecadores. Ele orou sobre os apóstolos: "Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou" (João 17:15-16). Embora os servos dele sejam santificados, não podem sair do mundo”.

JOIO: A SEMENTE QUE CONTAMINA O CAMPO

Pr. Gomes Silva

Certa vez Jesus Cristo contou a parábola do joio e o trigo (Mateus 13:24-30), afirmando que o inimigo havia semeado o joio no meio da plantação de trigo e saiu. Então, vieram os discípulos e lhe perguntaram: “Queres, então, que o arranquemos”? (v. 29). A resposta do Senhor foi simples: “Deixai que ambos crescerem juntos até a colheita. Na época da colheita, direi aos que fazem a colheita: Ajuntai primeiro o joio e atai-o em feixes para queima-lo; o trigo, porém, recolhei-o no meu celeiro” (v. 30).
O estudioso Dennis Allan (www.estudosdabiblia.net) faz considerações importantes sobre o texto referido. Segundo ele, algumas pessoas ensinam que esta parábola fala sobre a igreja, mostrando que os pecadores convivem com os fiéis na igreja, aguardando o julgamento final de Deus. Mas tal interpretação, segundo ele, contradiz a palavra do Senhor.

E justifica dizendo que, “o próprio Jesus explicou a parábola, dizendo que "o campo é o mundo" (Mateus 13:38). No mundo, os servos dele convivem com os pecadores. Ele orou sobre os apóstolos: "Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou" (João 17:15-16). Embora os servos dele sejam santificados, não podem sair do mundo”.

Mas na igreja é diferente. Quando o joio se manifesta entre o povo de Deus, deve ser arrancado. Paulo instruiu a igreja dos coríntios sobre como resolver o problema de imoralidade no meio da congregação. Ele usou palavras fortes para descrever a atitude certa em relação ao irmão que volta e permanece no pecado: "...já sentenciei...que o autor de tal infâmia seja...entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor [Jesus].... Lançai fora o velho fermento....agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador" (1 Coríntios 5:3-5,7,11). Paulo escreveu aos tessalonicenses: "Nós vos ordenamos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que ande desordenadamente..." (2 Tessalonicenses 3:6).

É bom ressaltar que o mesmo Cristo que deixou o joio com o trigo no mundo, fortemente criticou a igreja em Tiatira: "Tenho, porém, contra ti o tolerares que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos" (Apocalipse 2:20).

Paulo resumiu bem a diferença entre a igreja e o mundo: "Os de fora, porém, Deus os julgará. Expulsai, pois, de entre vós o malfeitor" (1 Coríntios 5:13).

Em sua análise sobre a mesma parábola, a estudiosa Gilda Carvalho (www.amaivos.com.br), ressalta que, por serem parecidas, as sementes do joio e do trigo acabam sendo lançadas juntas no mesmo campo.  E juntas acabam por crescer.  O joio, porém, é uma planta que sufoca as que crescem perto dela, impedindo seu desenvolvimento. O trigo, por sua vez, é a semente que vai gerar o pão que alimenta corpo e alma.  Se o joio não for arrancado a tempo poderá estragar toda uma plantação.

Diz ainda Gilda Carvalho: “Muitas vezes é necessário que cresça junto com o trigo, pois o ato de arrancá-lo pode comprometer também a boa planta. Na colheita é necessário separá-los e lançar fora o joio que de nada serve para o homem e preservar o trigo que se tornará alimento”.

Mas como tem sido o comportamento do joio no meio do trigo? Ele vive de várias formas, deixando muita gente admirada com suas ações enquanto que outras convivem com a dúvida sobre a sua conversão.

O joio um dia está na igreja motivado, envolvente e mostrando-se uma pessoa altamente espiritual (comunhão com Deus). No outro, desaparece; e quando surge de repente sempre trai consigo um “caminhão” de situações conflituosas. Ele senta geralmente entre o meio e à porta da igreja e sempre se incomoda com o horário do culto ou com a mensagem que está sendo ministrada pelo pastor, muitas vezes, alvo de suas críticas. Ainda como resultado de sua presença no meio do trio, o joio geralmente se mete em confusão, causando divisão e contenda no meio cristão.

O pior é que, de vez em quando, esse joio se mete onde não é cabível ao trigo: Vai a festas mundanas, se alia a quem tem uma vida contrária aos princípios da Palavra de Deus, andam lado a lado com quem é desprezível pela sua opção de vida e condena qualquer aversão a tais companheiros seus.

Em conformidade com Gilda Carvalho, Joio e trigo são sementes que crescem juntas no coração humano! Sementes que não podem, porém, ser misturadas sob pena de uma sufocar a outra e, pior, a ruim sufocar a boa. É preciso, por isso, uma constante vigilância, uma permanente escuta e leitura de nossa vida para perceber qual a semente que mais cresce em nós. É fundamental, por fim, a oração, via por onde Deus nos fala e nos aponta caminhos para descobrir as condições ideais para crescimento da boa semente, afastando com sua mão poderosa o temido joio.  Possamos, pois, produzir constantes frutos bons, alimentando os outros e semeando boas sementes.

Mas não podemos esquecer a exortação do apostolo Paulo: "Os de fora, porém, Deus os julgará. Expulsai, pois, de entre vós o malfeitor" (1 Coríntios 5:13).


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

MAIS UMA ARMADILHA DE SATANÁS

Pr. Gomes Silva
Presidente da CEPEA-PB

O diabo continua trabalhando para levar as pessoas a desacreditarem na Palavra do Deus Vivo. Para que isso aconteça, ele usa várias maneiras. Uma delas é propagar o fim do mundo. Essa artimanha tem dado certo na mente de muitas pessoas, sobretudo daquelas que vivem sem o contato direto com a Verdade: As Escrituras Sagradas.

De tanto propagar o fim do mundo, o diabo consegue fazer com que as pessoas não se preocupem com o real fim do mundo, quando Cristo virá buscar a igreja redimida pelo seu sangue, vertido na Cruz do Calvário.

A mais recente investida do capeta é esta de que o mundo acaba (acabaria) neste dia 21 de dezembro (2012), conforme uma “profecia dos Maias”, povo que viveu a milhares de anos no México.

O apóstolo Paulo, ao escrever a Primeira Carta a Timóteo 4:1, o exorta a se preparar contra a investida dos espíritos enganadores, dizendo: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia  de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência”.

Jesus Cristo, o maior rejeitado nessa “estória de fim de mundo”, explica advertindo seu povo contra a falsificação sobre a sua vinda. Em Mateus 24:4-5, 24-25, Ele diz: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em Meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos... Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que Eu vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais; Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis.

É isto o que está sempre surgindo: uma gigantesca mentira espalhada por todo o mundo, que é a segunda vinda falsa e forjada.

Em assim sendo, a cada oportunidade que se diz que o mundo vai acabar e não acaba, as pessoas vão se acostumando até chegar a ponto de desacreditar na Palavra de Deus. E o que é pior: Continuando assim, essas pessoas vão conhecer aquele que hoje trabalha para levá-las a viver uma vida tem temor a Deus e sem preocupar-se com a sua vida espiritual. O inferno está lhes aguardando para fazer companhia ao enganador do mundo.

Eu prefiro seguir a Bíblia, onde está escrita a verdade do que vai realmente acontecer, conforme Mateus 24:27: “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente, assim será também a vinda do Filho do Homem”. Quando isto vai acontecer, ninguém sabe. Só o Todo-Poderoso.

É a Palavra de Deus, a verdade que liberta o homem do pecado e do engano de satanás – João 8:32. “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. E ponto final.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A metamorfose que leva o homem para o céu

Texto: Colossenses 3:1-10
Pr. Gomes Silva
INTRODUÇÃO
Temos ouvindo, sempre, alguém dizer: Vou mudar a minha vida. Alguém pode mudar a própria vida? Entendo que sim. Resta saber qual a direção que ele por si só pretende tomar. No entanto, o homem que teme o Senhor e almeja mudança, sabe que o planejar é humano, mas que a resposta certa vem de Deus, que o instruirá (Salmo 25:12). Por isso, entrega-se completamente ao Altíssimo de quem aguarda e de quem recebe uma mudança radical pela ação regeneradora do Espírito Santo.
Vamos analisar o que disse o apóstolo Paulo aos convertidos colossenses a Cristo Jesus.
PARA NÓS, O MUNDO DE ONTEM ERA TRAUMÁTICO – v. 5
A Bíblia mostra que vivíamos num “mundo” traumático, marcado pela fornicação, impureza, afeição desordenada, avareza, idolatria, mentira, promiscuidade (cf. Gl 5:19-21). Hoje, esse mundo ainda existe, mas dele não podemos fazer mais parte, porque fomos resgatados pelo sangue precioso de Jesus Cristo quando se submeteu à morte e morte de cruz (Fl 2:5-10) para salvar os pecadores arrependidos (Atos 3:19 e 4:12).
POR ISSO, HOJE PRECISAMOS ANDAR DE CABEÇA ERGUIDA
O apóstolo Paulo nos exorta a vivermos pensando e agindo com a cabeça erguida. Erguida, sim, para buscar as coisas que são lá de cima, onde está o trono do Senhor (vs. 1-2). Não podemos viver atrelados às coisas deste mundo, porque vamos correr sérios ricos de esquecermos-nos do Senhor.
Contudo, precisamos entender que tudo passa pelo crivo da Palavra de Deus, que nos ensina como podemos alcançar a perfeição na presença do Altíssimo (2ª Timóteo 3:16-17), e andar em espírito (Gálatas 5:16).
PORQUE SOMOS A DIFERENÇA PARA ESTE MUNDO OPOSTO A DEUS
Alcançados pela palavra da salvação, temos agora o dever de sermos testemunhas daquele que nos resgatou: Jesus Cristo. Para que tenhamos um testemunho autêntico, precisamos nos despojar de tudo: ira, cólera, malícia, maledicência, vingança, das palavras torpes, mentira etc (vs. 8-9).
ANDANDO COMO A IMAGEM DAQUELE QUE NOS CRIOU
É visível a orientação de Paulo aos colossenses para andarem vestidos do novo homem (v. 10). Mas que homem é esse? É um homem transformado pelo poder de Deus, que vive em função do Senhor e não se envergonha da decisão que tomou ao levantar a mão, publicamente, e dizer: Eu sou de Jesus e o recebo como meu salvador (Rm 10:9).
CONCLUSÃO
Precisamos entender: Antes vivíamos num mundo feito por Deus, mas sem a sua proteção. Hoje, alcançados e libertos do pecado pela graça do Senhor e mediante a ação regeneradora do Espírito Santo, somos nova criatura. Por essa razão, não podemos retroceder (Hb 10:38-39). Pelo contrário, temos que continuar firmes no Senhor, crescendo na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo (2 Pedro 3:18)

sábado, 6 de outubro de 2012

O que a Bíblia diz sobre cair no Espírito?

Claudionor Corrêa de Andrade 
Revista Defesa da Fé


Embora fervoroso pentecostal, Gunnar Vingren (missionário sueco, um dos fundadores da Assembléia de Deus) não se deixou embair pelo emocionalismo nem pelas aparências. Ele sabia que nem tudo o que é místico é espiritual; pode brilhar, mas não e avivamento. O misticismo manifesta-se também em rebeldias e mentiras. Haja vista as seitas proféticas e messiânicas.

Teve o nosso pioneiro, como precavido condutor de ovelhas, suficiente discernimento para não aceitar aquele arremedo de pentecostes. Fosse um desses teólogos que colocam a experiência acima da Bíblia Sagrada, o pentecostalismo autêntico jamais teria saído do nascedouro.

Entre as manifestações presenciadas por Gunnar Vingren, achava-se o "cair no poder" que, já naquela época, era conhecido também como "arrebatamento de espírito". À primeira vista, impressionava; fazia espécie. Não resistia, contudo, ao mínimo confronto com as Escrituras, e nada tinha que ver com as experiências semelhantes que se acham nas páginas da Bíblia.

Irreverente e apócrifo, esse misticismo não se limitou à geração de Vingren. Continua a assaltar a Igreja de Cristo com demonstrações cada vez mais peregrinas e contraditórias. O seu alvo? Levar a confusão ao povo de Deus. No combate a tais coisas, haveremos de ser enérgicos, sábios e convincentes, mas sempre equilibrados. Através da Bíblia, temos a obrigação de mostrar a pureza e a essência de nossa crença, e a "batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" (Jd 3).

Neste artigo, detenhamo-nos ao fenômeno do "cair no "Espírito", como vem sendo caracterizado, começou a ganhar notoriedade a partir de 1994. Neste ano, a Igreja Comunhão da Videira do Aeroporto de Toronto, no Canadá, passou a ser visitada por milhares de crentes, todos à procura de uma bênção especial. Ao contrário das demais igrejas pentecostais, que buscam preservar a ortodoxia doutrinária, a Igreja do Aeroporto, como hoje é conhecida, granjeou surpreendente notoriedade em virtude das manifestações que ocorriam em seu cultos.

Dizendo-se cheios do Espírito, os freqüentares dessa igreja começaram a manifestar-se de maneira estranha e até exótica. Em dado momento, todos punham-se a rir de maneira incontrolável; alguns chegavam a rolar pelo chão. Justificando essa bizarra, alegavam tratar-se de santa gargalhada. Ou gargalhada santa? Outros iam mais longe: não se limitavam ao estrepitoso dos risos; saíam urrando como se fossem leões; balindo, como carneiros, ou gritando, como guerreiros, e ainda outros "caíam no Espírito".

À primeira vista, tais manifestações impressionam. Impressionam, apesar de não contarem com necessário respaldo bíblico. Entretanto, não devemos nos deixar arrastar pelas aparências, nem pelo exotismo desses "fenômenos". Temos de nos posicionar segundo a Bíblia que, não obstante os modismos e ondas, continuam a ser a nossa única regra de fé e conduta.

O cair no Espírito na Bíblia

Nas Sagradas Escrituras, o cair no Espírito não chega a ser um fenômeno: é mais uma reação reverente diante do sobrenatural. Registram-se apenas, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, 11 casos de pessoas que caíram prostradas, com o rosto em terra, em sinal de adoração a Deus: são episódios isolados. Não têm foro de doutrina, nem argumentos para alicerçar um costume nem para reivindicar uma liturgia; não podem sacramentar alguma prática. Afinal, reação é reação; apesar de semelhantes. Diferem entre si. Como hão de fundamentar dogmas de fé?

Verificamos, pois, em que circunstâncias deram-se os diversos casos de cair por terra nos relatos bíblicos.

A força de uma visão nitidamente celestial

As visões, na Bíblia, tinham uma força impressionante: agitavam, enfraqueciam e até deixavam por terra homens santos de Deus. Que o diga Daniel. Já encerrado o seu livro, o profeta registra esta formidável experiência: "Fiquei pois eu só a contemplar a grande visão, e não ficou força em mim; desfigurou-se a feição do meu rosto, e não retive força alguma. Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí num profundo sono, com o rosto em terra." Dn 10:8-9

Em sua primeira visão, Ezequiel também se assusta com o que vê. Ele se apavora: "...Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isso, caí com o rosto em terra, e ouvi uma voz de quem falava." Ez 1:28. Sem liturgia, ou intervenção humana, o profeta prostra-se todo, e quem não haveria de prosternar? Mesmo o mais forte dos homens, não se agüentaria diante de tamanho poder e glória. Recurvar-se-ia; lançar-se-ia com o rosto em terra.

Mais, encontraremos Ezequiel outro caso de prostração: "Então me levantei, e saí ao vale; e eis que a glória do Senhor estava ali, como a glória que vi junto ao rio Quebar; e caí com o rosto em terra." Ez 3:23. Quem não cairia ante as singularidades da glória de Deus? Quem a resistiria?

Já no final de seus arcanos, Ezequiel vê-se constrangido a comportar-se de igual maneira: "E a aparência da visão que tive era como a da visão que eu tivera quando ele veio destruir a cidade; eram as visões como a que tive junto ao rio Quebar; e caí com o rosto em terra." Ez 43:3.

Nesses casos, as visões divinas foram tão fortes que levaram tanto Ezequiel como Daniel a caírem por terra. Noutras ocasiões, porém, a ocorrência de visões, igualmente poderosas, não provocou alguma prostração. Haja vista o caso de Isaías. Embora se mostrasse aterrorizado e compungido com a visão do trono divino, não se menciona ter o profeta caído por terra. Isto significa que as experiências, embora semelhantes, possuem suas particularidades e idiossincrasias, isto é, cada experiência, ou encontro com Deus, é única. Seria tolice pretender repeti-las para que a sua repetição adquirisse foros de doutrina.


Como os legítimos representantes de Deus portaram-se quando alguém caía por terra? 

Ao contrário dos que hoje portam-se como deuses diante de virtuais casos de prostração, os apóstolos de Cristo jamais aceitaram tal deferência. Em todas as instâncias, procuravam sempre glorificar o nome do Senhor. Em casos semelhantes, até mesmo anjos agiram com reconhecida e santa modéstia.

Tendo Pedro chegado à casa de Cornélio, a primeira reação deste foi cair de joelhos do apóstolo: "Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que também sou homem." At 10:25-26. O que fariam os astros do evangelismo nos dias atuais? Humilhar-se-iam como apóstolo? Ou usariam o evento para incrementar o seu marketing pessoal? Nem mesmo um poderoso anjo se aproveitou da ocasião para atrair a si as glórias devidas somente a Deus. O relato é de João: "...prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar. Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus." Ap. 22:8-9.

O anjo bem sabia que o apóstolo prostrara-se aos seus pés por uma circunstância bastante especifica: não há ser humano que não extasie diante do sobrenatural. A aparição de um ente celestial sempre perturbou os pobres mortais. Nos dias dos juízes, acreditava-se que a visão de um anjo significava morte certa. Por isso, a primeira reação de uma pessoa ao ver um anjo era curvar-se diante do ser angelical. Quem poderia resistir a tanta glória?

Os anjos, porém, recusavam tal deferência. Houve ocasiões em que o anjo do Senhor aceitou elevadas honrarias. Como conciliar tais questões? No A.T., sempre que isso ocorria, era devido à presença de um ser especial, que alguns teólogos não vacilam em apontar como a pré-encarnação de Cristo. De uma forma ou de outra, os anjos eram santos suficientemente para agir com modéstia e humildade, tributando a Deus todo o poder e toda a glória.

Que esta também seja a nossa postura! Quando, por alguma circunstância, alguém cair a nossos pés, levantemo-o para que tribute a Deus, e somente a Deus, toda a honra e toda a glória, e jamais, sob hipótese alguma, induzamos alguém a prostra-se com o rosto em terra, pois isto contraria a ética e a postura que homem de Deus deve ter. 

O impacto de um encontro com Deus

Além das visões, certos encontros com Deus, tanto no Antigo como no Novo Testamento, levaram à prostração. Mencione-se, por exemplo, o que aconteceu a Saulo no caminho de Damasco. O encontro com Jesus foi tão formidável, que forçou o implacável perseguidor a cair por terra, e a reconhecer a autoridade e a soberania do Filho de Deus: "e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?" Atos 9:4.

Como nos casos anteriores, nada havia sido programado. Saulo foi levado a recurvar-se, em virtude da sublimidade do Senhor Jesus. Noutras ocasiões, porém, os encontros com Deus deram-se de maneira suave. A entrevista de Natanael com Jesus é um exemplo bastante típico dessa suavidade tão santa.

Quer dizer também do encontro de Gideão com o anjo do Senhor? Ou do encontro de Jeremias com Jeová? Este encontro veio na medida certa; veio de acordo com o caráter suave e melancólico do profeta. Tivesse, porém, Jeremias o temperamento colérico de Paulo, certamente o Senhor teria agido com impacto, para que o vaso fosse quebrado e moldado conforme sua vontade. Como se vê, as experiências variam de acordo com as circunstâncias e a personalidade das pessoas envolvidas no plano de Deus.

A autoridade do nome de Cristo é mais que suficiente para fazer que todos os joelhos se dobrem diante dele; aliás, chegará o momento em que todos os seres, quer nos céus, quer na terra, quer sob a terra, hão de se curvar diante da infinita grandeza do nome do Senhor Jesus: "Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.." Fp 2:9-11.

Na noite de sua paixão, o Senhor demonstrou grande era a sua autoridade: "Quando, pois, (Jesus) lhes disse: Sou eu, recuaram e caíram por terra" Jo 18:6. Ao contrário dos casos anteriores, nessa passagem, quem cai por terra são os ímpios. Recurvam-se estes não em sinal de reverência a Deus, mas em razão da autoridade e soberania irresistíveis de Cristo.

Caso semelhante ocorreu com Ananias e Safira. Ambos caíram por terra em decorrência de sua iniqüidade: "Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço do terreno? Enquanto o possuías, não era teu? e vendido, não estava o preço em teu poder? Como, pois, formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E grande temor veio sobre todos os que souberam disto." At 5:3-5

Casos como esses não são raros. Em nossos dias, muitos são os ímpios que, por se levantarem contra os escolhidos do Senhor, caem por terra e, à vezes, fulminados.

Noutras ocasiões, porém, o Senhor revelou-se de maneira tão suave, que se fez homem diante dos homens. Que encontro mais doce do que aquele que se deu junto ao poço de Jacó? O Senhor revela-se de maneira surpreendentemente afável à mulher samaritana. E a experiência de Nicodemos? Ou a de Zaqueu?

Nas efusões do Espírito Santo de Atos dos Apóstolos houve casos de prostração?

Na ânsia de justificar o cair por terra que, como já dissemos tem de ser visto como episódio e não como histórico, muitos teólogos chegam a colocar tal reação como se fora uma das evidências da plenitude do Espírito Santo. Que pode haver prostração durante a efusão do Espírito, não o negamos. Pode haver, mas não tem de haver necessariamente, nem precisa haver para que se configure o derramamento do Espírito Santo. A prostração não pode ser vista como evidência, mas como uma reação ocasional e esporádica.

Nos diversos casos de efusão do Espírito Santo, nos Atos dos Apóstolos, não se observou algum caso de prostração. No dia de Pentecostes, segundo no-lo notifica o minucioso evangelista Lucas, estavam todos assentados no cenáculo (At 2:2). Na casa de Cornélio, onde o Espírito foi derramado pela primeira vez sobre os gentios, também não se observou o cair por terra (At 10:44-47). Entre os discípulos de Éfeso também não se registrou alguma prostração (At 19:6).

Em todos esses casos, porém, a evidência inicial e física do batismo no Espírito Santo fez-se presente. Concluí-se, pois, que não se deve confundir evidência com reação. A evidência é a mesma em todos os que recebem a plenitude do Espírito Santo. A reação, todavia, varia de pessoa para pessoa.

Mesmo quando o lugar santo tremeu, não se observou caso algum de prostração (At 4:31). Poderia ter havido? Sim, mas não necessariamente.

Conclusões

Do que até agora vimos acerca do "cair no Espírito", podemos tiras as seguintes conclusões, tendo sempre como base as Sagradas Escrituras:

1. Não se deve realçar a experiência, nem guinda-la a uma posição superior à da Palavra de Deus. A experiência é importante, mas varia de pessoa para pessoa; cada experiência é uma experiência; tem suas particularidades. A experiência tem de estar submissa à doutrina, e não há de modificar-se, por mais extraordinária que seja, nenhum artigo de fé.

2. O cair por terra não deve ser visto como evidência da plenitude do Espírito Santo, nem como sinal de uma vida consagrada. A evidência do batismo no Espírito Santo são as línguas estranhas; e a vida consagrada tem como característica o fruto do Espírito. O cair por terra pode ser admitido, no máximo, como reação esporádica de alguma visitação dos céus. Se provocado, ou repetido, deixa de ser reação para tornar liturgia.

3. Caso ocorra alguma prostração, deve-se fazer as seguintes perguntas: 1) Qual a sua procedência? 2) Teve como objetivo promover o homem ou glorificar a Deus? 3) Foi usada para catalisar a atenção dos presentes? 4) Foi provocada por sopros, toques ou por algum objeto lançado no auditório? 5) Houve sugestão coletiva? 6) Prejudicou a boa ordem e a decência da igreja? 7) Conta com o respaldo bíblico suficiente? 8) Tornou-se o centro do culto?

4. Devemos estar sempre atentos, pois o adversário também opera sinais espetaculares com o objetivo de enganar os escolhidos: "porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos." Mt 24:24

5. Nos diversos exemplos de prostração que fomos buscar na Bíblia, observamos o seguinte: Os personagens que se prostraram, ou foram prostrados, em virtude de alguma experiência sobrenatural, caíram para frente, e não para trás, como está ocorrendo hoje em algumas igrejas. Não era algo programado, nem ministro algum os induzia a cair, ou seja, ninguém precisou soprar neles ou neles tocar para que caíssem. Tais modismos têm levado a irreverência e a bizarra ao seio do povo de Deus. Há alguns que se tornaram tão ousados que jogam até seus paletós a fim de provocar prostrações coletivas. Isto é um absurdo! É antibíblico!

6. Os casos de prostração narrados na Bíblia deram-se em virtude da reverência e temor que os já citados personagens sentiram ao presenciar a glória divina. No N.T. o termo usado para prostração é pesotes prosekinsan que, no original, significa: cair por terra em sinal de devoção. Em Apocalipse 5:14, a expressão grega aparece para mostrar os anciãos prostrados aos pés do Cristo glorificado.

7. Voltemos à questão. Pode acontecer prostração numa reunião evangélica? Pode, mas não tem de acontecer necessariamente, pode, mas não precisa acontecer, nem ser provocada. Caso aconteça, deve ser encarada como reação e não como fato doutrinário. John e Charles Wesley, por exemplo, experimentaram um poderoso avivamento, mas jamais elevaram suas experiências à categoria de doutrina. As heresias nascem quando se supervaloriza a experiência em detrimento da doutrina. Não devemos nos esquecer de que algumas das mais notáveis heresias deste século, como a Igreja Só Jesus, nasceu em pleno período de avivamento.

8. De certa forma, todo avivamento provoca extremismos. Cabe-nos, porém, buscar o equilíbrio tão necessário à Igreja de Cristo. Era o que ocorria em Corinto. Não resta dúvida de que os irmãos daquela comunidade cristã haviam recebido forte visitação dos céus. Tiveram, todavia, de ser doutrinados e disciplinados. A esses irmãos escreveu Paulo: "32 pois os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas; porque Deus não é Deus de confusão, mas sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos." I Co 14:32-33

Finalmente, jamais devemos abandonar a Bíblia. Ênfases, como cair no Espírito, hão de surgir sempre. Não devemos nos impressionar com elas; tratemo-las com o devido equilíbrio. Pois o equilíbrio bíblico e teológico há de manter a igreja de Cristo em permanente avivamento, e o verdadeiro avivamento não extingue o Espírito, mas sabe como evitar os excessos.