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terça-feira, 22 de outubro de 2019

Jesus não nasceu numa manjedoura

* Gomes Silva

Ao longo desses 57 anos de vida, tenho ouvido milhares de pessoas repetirem a mesma frase: “Jesus nasceu numa manjedoura”. Na realidade (e pelo visto) elas nunca tiveram a preocupação de conferir a verdade sobre o nascimento de Jesus Cristo, mesmo de forma empírica.

Nosso Senhor e salvador Jesus Cristo (humanamente) nunca nasceu numa manjedoura. A Bíblia também não diz que foi em um estábulo (estábulo é a casa ou local vedado onde animais domésticos como gado bovino ou cavalos são recolhidos. Aí ficam geralmente para dormir e alimentar-se. A palavra origina-se do latim stabulum). Jesus “pode” (não há certeza, portanto), ter nascido em um outro local e levado para esse estábulo, estando mais próximo.

Essa confusão começa em filmes, mensagens afirmadas sem o mínimo de exegese ou hermenêutica. Ou talvez, simplesmente por falta de atenção ao texto de Lucas 2:15-16, que mostra os pastores indo a Belém “e encontrando Maria e José e a criança deitada na manjedoura”. Aliás, Mateus, falando sobre o mesmo assunto, afirma que os magos do oriente foram a Belém “e, entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe” (Mt 2:11). Veja que aqui aparece uma “casa”.

Mas, nem precisa ir a fundo usando a hermenêutica, por exemplo, para concluir que essa não é uma verdade. Basta ler o relato do nascimento de Jesus Cristo, no livro do historiador Lucas, para concluir o que estou afirmando.

No capítulo 2, verso 7, Lucas afirma: “E ela teve seu filho primogênito; envolveu-o em panos (faixas) e o colocou numa manjedoura, pois não havia lugar para eles na hospedaria” (Bíblica Século 21).

Portanto, Jesus nasceu num estábulo ou em uma área adjacente e colocado numa manjedoura posteriormente pela sua mãe.

O que eu entendo, apesar do meu parco conhecimento bíblico, é que Lucas escreve seu livro para gentios, que estavam espalhados pelo Império Romano. Eles não tinham conhecimento profundo o que estava acontecendo na Palestina à época. Como evangelista, Lucas apresente Jesus, não apenas para aqueles judeus, mas também para todos. Ou seja, ricos e pobres, homens e mulheres, judeus e gentios.

Um abraço a todos!

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Gomes Silva é pastor, jornalista, radialista, Bacharel em Comunicação Social (Hab. Jornalismo) e estudante de psicologia.
e-mail: pr.gomessilva@gmail.com

sábado, 29 de outubro de 2016

COMETI UM ERRO GRAVE

Pr. Gomes Silva

Há anos ouvi alguém dizer que o “Diabo não vem senão para matar, roubar e destruir”, justificando sua declaração no texto de João 10:10. E, levado por aquele pregador acabei entrando na mesma “onda” e por várias vezes também assim o fiz, “provando” pelo versículo isolado que aquele “inimigo” era satanás. Da mesma forma, hoje, muitos pregadores – por falta de atenção ou desconhecimento mesmo -, continuam pregando e ensinando que Jesus estava falando de satanás. Nada disso!

Posteriormente, quando preparava uma mensagem expositiva no texto de João 10:1-21, onde Jesus está falando que Ele é o bom pastor, aí eu parei. Parei com tristeza; pensei alguns minutos e voltei àqueles momentos que, de “cima” de um púlpito, afirmava:  Diabo não vem senão para matar, roubar e destruir.  (não que eu esteja dizendo que satanás não seja um dos nossos inimigos). O problema é que o inimigo que Jesus está falando no texto é o falso pastor. E o próprio Jesus dá a interpretação, dizendo: “Em verdade, em verdade vos digo, O QUE não entra pela porta no aprisco das ovelhas, ESSE é LADRÃO E SALTEADOR” (v. 1).

Mas, sobre o assunto, as palavras de Jesus não param por aí. No versículo oito do mesmo texto, Cristo mais uma vez declara a identidade do ladrão, dizendo: “TODOS QUANTOS VIERAM ANTES DE MIM são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não lhes deram ouvidos” (v. 8). Essa é uma clara evidência de que Jesus se referia às autoridades religiosas do judaísmo do Seu tempo. Referia-Se, pois, aos pastores de Israel, que, segundo Jesus, eram verdadeiros mercenários, conforme se lê:

“O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então, o lobo as arrebata e o logo as arrebata e dispersa ” (v. 12).

Pelo verso 8 também podemos concluir que esse “inimigo” não pode ser o diabo, pois ele não veio antes de Jesus. Como o texto é uma metáfora sobre salvação, podemos dizer, sim, que esses que vieram antes de Jesus foram mercenários que vieram trazendo uma mensagem que não retrata a verdade do evangelho. Aliás, hoje, em muitos lugares, não se prega sobre a verdade, sobre arrependimento de pecado nem da conversão a Cristo (Atos 3:19); e muito menos da responsabilidade individual diante de Deus daqueles que se declaram ser cristãos.

Então, você pode perguntar:  Em que versículo Jesus cita “falso pastor”? Em todo o texto, embora seja uma metáfora para salvação, pois Jesus fala do bom pastor. Ele. Os demais sãos falsos pastores. Mercenários, que visam tão-somente o lucro proveniente da fidelidade do povo para com Deus (e até cobram o que não podem cobrar), mas não tem nenhuma responsabilidade com o rebanho, contrariando os deveres do presbítero enquanto apascentador do rebanho do Senhor, conforme exortação de 1 Pedro 5:1-4:

1 Portanto, apelo para os presbíteros que há entre vocês e o faço na qualidade de presbítero como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo como alguém que participará da glória a ser revelada:
2 pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir.
3 Não ajam como dominadores dos que foram confiados a vocês, mas como exemplos para o rebanho. (foi aí onde cometi inúmeros erros em meu ministério pastoral – observação do autor)
4 Quando se manifestar o Supremo Pastor (Cristo), vocês receberão a imperecível (incorruptível) coroa da glória.

Então, querido leitor, você que é pregador da palavra de Deus. Não caia no erro de afirmar alguma frase de outros pregadores em seus sermões sem antes ter certeza de que realmente aquilo retrata verdade. E não continue afirmando que o inimigo referido por Jesus Cristo é satanás. É preciso discernir se o ladrão é o diabo ou se é homem. Neste caso específico, trata-se do homem aproveitador.

Lembre-se: A Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus e, como tal, a única base segura para todos os que desejam servi-lo de acordo com a Sua vontade. E para transmiti-la precisamos conhecer texto e contexto para não transformar uma simples observação textual numa grande heresia.


Leia a Palavra de Deus, medite as horas que for preciso e não fale nada do que está na Bíblia se não tiver certeza!




sábado, 23 de abril de 2016

O Pregador E Sua Saúde

Aldenir Araújo
http://www.opregadorfiel.com.br/



"Por que estou escrevendo sobre isso?" Eu pensei: "Este assunto deveria ser sobre pregação, não sobre fazer dieta ou exercícios físicos". Minha aula de teologia pastoral estava cheia de informações práticas, mas nos meus vinte e poucos anos eu pensava que a seção sobre a saúde física era irrelevante. Eu estava ansioso para aprender sobre o ministério, habilidades de pregação, crescimento da igreja, qualidades de liderança ... mas exercitar? Não estava muito interessado. 

Uma das coisas necessárias para apascentar o rebanho de Deus é uma boa saúde física no pastorado. Para sustentar um ritmo tão vigoroso e exaustivo como o ministério requer, deve-se desenvolver tanto a preocupação como a capacidade de cuidar de seu bem-estar físico, e um corpo que foi disciplinado e treinado para atender às demandas. 

É obvio que o pregador sem nenhuma experiência ministerial, não tem ideia do que quer dizer: "ritmo vigoroso e exaustivo" do ministério. Além disso, estando na melhor forma física da vida não pode imaginar um tempo em que isso será pertinente. Mas a vida tem uma maneira de trazer a verdade ao ponto de partida. Estações passam, os músculos enfraquecem e o tempo passa ... antes que você perceba, você está garimpando sua biblioteca de livros de teologia pastoral tentando encontrar alguns conselhos sobre a saúde física (enquanto está respirando com dificuldade, posso acrescentar). Veja: O Pregador E Seus Críticos 

Quanto mais velho fico, e quanto mais envolvido no ministério eu fico, mais eu percebo o significado de "ritmo vigoroso e exaustivo". Mas, o mais importante é que eu entendo melhor a responsabilidade que tenho como um mordomo para cuidar do "templo de Deus". O pregador, que deve ser um exemplo em todas as coisas, deve demonstrar para as pessoas como cuidar do templo do Espírito Santo. Veja também: O Pregador E Sua Chamada 

Eu certamente defendo a piedade acima de todas as coisas. Até mesmo porque Paulo declarou: "Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir". Mas não devemos tomar esse versículo fora de contexto. Este não é um passe livre para se jogar no sofá, sem nunca pensar na sua saúde. Paulo não estava tentando desqualificar os benefícios do exercício físico, tanto quanto ele estava tentando acentuar a necessidade de santidade. Eu afirmaria que há uma forte correlação entre a santidade e a integridade de espírito, alma e corpo. 

Quando fazemos más escolhas de vida e saúde, isso afeta nosso ministério. Acho que é difícil começar o dia com zelo e paixão quando eu só obtive algumas horas de sono. Eu fico cansado e lento quando eu como demais. Deus nos chamou para fazer o trabalho do ministério pelo poder do Espírito Santo, mas a carne vem junto no pacote. 

Estou descobrindo mais e mais os benefícios de uma boa saúde no que se refere ao ministério: 

  1. Proporciona um tempo com Deus na oração, meditação e adoração conforme eu me exercito
  2. Ajuda a minha atitude e minha disposição geral
  3. Me dá mais força e resistência, enquanto eu prego
  4. Me dá mais resistência enquanto eu cuido do rebanho de Deus e cumpro minhas obrigações
  5. Me dá mais estrutura e disciplina para minha vida
  6. Faz-me lembrar que meu corpo é de fato o templo do Espírito Santo
  7. Me permite ser um exemplo mais completo para o rebanho de Deus
  8. Aumenta a minha chance de uma vida mais longa, o que, por sua vez, aumenta as minhas oportunidades para o ministério
  9. Me ajuda a concentrar melhor enquanto estudo
  10. Ela glorifica e honra a Deus
Pregador; uma coisa é ter uma visão, outra coisa é ter a vitalidade necessária para sustentar essa visão. Quero ver grandes coisas se desenrolarem no meu ministério, vida e família; portanto, devo assegurar que vou estar lá quando isso acontecer. Comer uma salada ocasional, fazer mais algumas flexões, ir para a cama um pouco mais cedo, perder alguns quilos, e honrar o corpo que Cristo lhe confiou. Como Mickey Mantle disse: "Se eu soubesse que iria viver tanto tempo, eu teria cuidado melhor de mim mesmo".


domingo, 3 de maio de 2015

FRUTO DO ESPÍRITO - A VERDADEIRA VIDA CRISTÃ

Fruto do Espírito – Crescimento Visível em Jesus Cristo
O "Fruto do Espírito" é um termo bíblico que engloba nove atributos visíveis de uma vida cristã verdadeira, os quais estão enumerados em Gálatas 5:22-23: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança. As Escrituras nos ensinam que não são “frutos” individuais que podemos escolher. Antes, o fruto do Espírito é um só “fruto” com nove partes que caracteriza todos aqueles que verdadeiramente andam no Espírito Santo. Este é o fruto que cada cristão deveria produzir na sua nova vida com Jesus Cristo.

Fruto do Espírito – Os Nove Atributos Bíblicos
O fruto do Espírito é uma manifestação física da vida transformada de um cristão. Para amadurecermos como crentes, devemos estudar e compreender os atributos do fruto de nove partes:

Amor – “E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem permanece em amor, permanece em Deus, e Deus nele” (1 João 4:16). Com Jesus Cristo, o nosso principal propósito deve ser fazer tudo com amor. “O amor é paciente, o amor é bondoso; o amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece; não se porta com indecência; não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal. O amor não se deleita com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha” (1 Coríntios 13:4-8).

Alegria – “A alegria do Senhor é a vossa força” (Neemias 8:10). “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à dextra do trono de Deus” (Hebreus 12:2).

Paz – “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1). “Ora o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz, em crença, para que abundeis em esperança, pela virtude do Espírito Santo” (Romanos 15:13).

Longanimidade (paciência) – Somos “corroborados em toda a fortaleza, segundo a força da sua glória, em toda a paciência e longanimidade, com gozo” (Colossenses 1:11). “Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros, em amor” (Efésios 4:2).

Benignidade (simpatia) – Devemos viver “na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda” (2 Coríntios 6:6-7).

Bondade – “Pelo que, também, rogamos sempre por vós, para que o nosso Deus vos faça dignos da sua vocação, e cumpra todo o desejo da sua bondade, e a obra da fé, com poder” (2 Tessalonicenses 1:11). “(Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça e verdade)” (Efésios 5:9).

(fidelidade) – “Ó Senhor, tu és o meu Deus; exaltar-te-ei a ti, e louvarei o teu nome, porque fizeste maravilhas: os teus conselhos antigos são verdade e firmeza” (Isaías 25:1). “Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados, com poder, pelo seu Espírito, no homem interior; para que Cristo habite pela fé nos vossos corações” (Efésios 3:16-17).

Mansidão – “Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas, também, tentado” (Gálatas 6:1). “Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros, em amor” (Efésios 4:2).

Temperança (auto-controle) – “Vós, também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude, a ciência, e à ciência, temperança, e à temperança, paciência, e à paciência, piedade, e à piedade, amor fraternal, e ao amor fraternal, amor” (2 Pedro 1:5-7).

Fruto do Espírito – Um Devocional Para Todos Os Cristãos
O fruto do Espírito é um estudo maravilhoso para os cristãos em qualquer nível de maturidade espiritual. Esperamos que este sítio da internet tenha fornecido um devocional que instigue a reflexão e que seja um ponto de partida para o crescimento.


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

JOIO: A SEMENTE QUE CONTAMINA O CAMPO

Pr. Gomes Silva

Certa vez Jesus Cristo contou a parábola do joio e o trigo (Mateus 13:24-30), afirmando que o inimigo havia semeado o joio no meio da plantação de trigo e saiu. Então, vieram os discípulos e lhe perguntaram: “Queres, então, que o arranquemos”? (v. 29). A resposta do Senhor foi simples: “Deixai que ambos crescerem juntos até a colheita. Na época da colheita, direi aos que fazem a colheita: Ajuntai primeiro o joio e atai-o em feixes para queima-lo; o trigo, porém, recolhei-o no meu celeiro” (v. 30).
O estudioso Dennis Allan (www.estudosdabiblia.net) faz considerações importantes sobre o texto referido. Segundo ele, algumas pessoas ensinam que esta parábola fala sobre a igreja, mostrando que os pecadores convivem com os fiéis na igreja, aguardando o julgamento final de Deus. Mas tal interpretação, segundo ele, contradiz a palavra do Senhor.

E justifica dizendo que, “o próprio Jesus explicou a parábola, dizendo que "o campo é o mundo" (Mateus 13:38). No mundo, os servos dele convivem com os pecadores. Ele orou sobre os apóstolos: "Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou" (João 17:15-16). Embora os servos dele sejam santificados, não podem sair do mundo”.

Mas na igreja é diferente. Quando o joio se manifesta entre o povo de Deus, deve ser arrancado. Paulo instruiu a igreja dos coríntios sobre como resolver o problema de imoralidade no meio da congregação. Ele usou palavras fortes para descrever a atitude certa em relação ao irmão que volta e permanece no pecado: "...já sentenciei...que o autor de tal infâmia seja...entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor [Jesus].... Lançai fora o velho fermento....agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador" (1 Coríntios 5:3-5,7,11). Paulo escreveu aos tessalonicenses: "Nós vos ordenamos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que ande desordenadamente..." (2 Tessalonicenses 3:6).

É bom ressaltar que o mesmo Cristo que deixou o joio com o trigo no mundo, fortemente criticou a igreja em Tiatira: "Tenho, porém, contra ti o tolerares que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos" (Apocalipse 2:20).

Paulo resumiu bem a diferença entre a igreja e o mundo: "Os de fora, porém, Deus os julgará. Expulsai, pois, de entre vós o malfeitor" (1 Coríntios 5:13).

Em sua análise sobre a mesma parábola, a estudiosa Gilda Carvalho (www.amaivos.com.br), ressalta que, por serem parecidas, as sementes do joio e do trigo acabam sendo lançadas juntas no mesmo campo.  E juntas acabam por crescer.  O joio, porém, é uma planta que sufoca as que crescem perto dela, impedindo seu desenvolvimento. O trigo, por sua vez, é a semente que vai gerar o pão que alimenta corpo e alma.  Se o joio não for arrancado a tempo poderá estragar toda uma plantação.

Diz ainda Gilda Carvalho: “Muitas vezes é necessário que cresça junto com o trigo, pois o ato de arrancá-lo pode comprometer também a boa planta. Na colheita é necessário separá-los e lançar fora o joio que de nada serve para o homem e preservar o trigo que se tornará alimento”.

Mas como tem sido o comportamento do joio no meio do trigo? Ele vive de várias formas, deixando muita gente admirada com suas ações enquanto que outras convivem com a dúvida sobre a sua conversão.

O joio um dia está na igreja motivado, envolvente e mostrando-se uma pessoa altamente espiritual (comunhão com Deus). No outro, desaparece; e quando surge de repente sempre trai consigo um “caminhão” de situações conflituosas. Ele senta geralmente entre o meio e à porta da igreja e sempre se incomoda com o horário do culto ou com a mensagem que está sendo ministrada pelo pastor, muitas vezes, alvo de suas críticas. Ainda como resultado de sua presença no meio do trio, o joio geralmente se mete em confusão, causando divisão e contenda no meio cristão.

O pior é que, de vez em quando, esse joio se mete onde não é cabível ao trigo: Vai a festas mundanas, se alia a quem tem uma vida contrária aos princípios da Palavra de Deus, andam lado a lado com quem é desprezível pela sua opção de vida e condena qualquer aversão a tais companheiros seus.

Em conformidade com Gilda Carvalho, Joio e trigo são sementes que crescem juntas no coração humano! Sementes que não podem, porém, ser misturadas sob pena de uma sufocar a outra e, pior, a ruim sufocar a boa. É preciso, por isso, uma constante vigilância, uma permanente escuta e leitura de nossa vida para perceber qual a semente que mais cresce em nós. É fundamental, por fim, a oração, via por onde Deus nos fala e nos aponta caminhos para descobrir as condições ideais para crescimento da boa semente, afastando com sua mão poderosa o temido joio.  Possamos, pois, produzir constantes frutos bons, alimentando os outros e semeando boas sementes.

Mas não podemos esquecer a exortação do apostolo Paulo: "Os de fora, porém, Deus os julgará. Expulsai, pois, de entre vós o malfeitor" (1 Coríntios 5:13).